NOSSAS HEROÍNAS PARTEIRAS E NOSSA “ORTOPEDISTA”
Quem tem mais de 45 anos lembra-se das parteiras que se
dedicavam em ajudar as mulheres, no momento de dar à luz. Na época que em Santarém
só havia um hospital público, o SESP, hoje PSM, que por sinal não realizava a
contento o serviço de parto, muitas vezes por falta de infraestrutura, as mulheres que moravam no interior eram
assistidas por parteiras, as quais sem nenhum preparo técnico na época, porém
dotadas de experiência, altruísmo e amor ao próximo, além de trazerem o dom
especial dado por Deus, faziam o acompanhamento da gravidez desde o início até
o parto. Coincidência ou não havia poucos óbitos.
Achamos importante prestar nosso reconhecimento, à essas
senhoras que dedicaram parte de sua vida ao serviço acima de tudo humanitário e
social, pois as condições para se realizar o atual acompanhamento pré-natal,
não era acessível na rede pública àquelas mulheres. A hora de nascer, como em
sua grande maioria ainda é hoje, exceção para aqueles programados com recursos
financeiros, não tem hora marcada, somente o dia aproximado, e às vezes ainda
acontece de ser bem antes do tempo esperado. Na hora das dores ou da manifestação
de nascer, o marido, o filho ou quem tivesse mais próximo, tinha que sair às
pressas em busca da parteira a qualquer hora, muitas vezes à noite ou madrugada
e a parteira, imediatamente saía para socorrer. Isso poderia ser a pés, a
cavalo ou mais à frente na garupa de uma bicicleta. Elas não eram remuneradas
por isso, apenas a gratidão muitas vezes.
Foram elas: "tia" Regina, (assim era conhecida) Dona
Verônica , Dona Petronila (Dona Gita), esposa do Sr. Elias Jerômimo Emilianio, Dona
Dalila, mãe do Dico Farias, Dona Nonata, ajudou nascer o Dorivaldo, seu
sobrinho, por exemplo, esposa do Sr. Guilherme Freire, mais recentemente a Dona
Rosineide e algumas mais que porventura não vieram à lembrança, mas que vai aqui nosso
reconhecimento também.
Neste contexto redemos agradecimentos também a dona Maria
Vieira, que muito ajudou várias pessoas que a procuraram com algum problema de “desmentiduras”
que são ossos fora do lugar, “nervo torcido” como ela chamava, até mesmo algum osso
trincado que era possível arremediar ou “carne rasgada”. Jogadores de futebol
da época sabiam a quem recorrer, dona Maria Vieira, com sua andiroba e outros
unguentos. Era nossa ortopedista, sem um curso sequer, no entanto pondo em
prática o dom Divino a serviço da sociedade sem nada cobrar.
Deus olhe com carinho essas nossas heroínas!Com a colaboração do amigo Dorivaldo Sampaio.
Aqui, a sua direita, dona Maria Vieira "ortopedista nata" ao lado de dona Maria esposa do Sr. Gonçalo.
Aqui, no nº 18 dona Petronila uma das parteiras citadas e no número 20 dona Maria Vieira.


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