O IMAGINÁRIO COLETIVO,CRENDICES E FÉ


Os brasileiros, tradicionalmente, têm suas crenças, crendices, superstições, lendas e mitos. Com a modernidade, ao longo do tempo, talvez as pessoas não dêem muita importância ao tema. Importante o registro para que não se perca no tempo e, no futuro, as gerações saibam  como viviam ou procediam seus antepassados.

Pessoas contavam estórias que “metiam” medo, principalmente nas crianças.Falavam  de curupira, alma penada, mãe da mata, mapinguari, saci Pererê, matinta pereira, lobisomem, o boto etc, além de superstições como “passar por debaixo de escada dá azar”, não sair de casa com o pé esquerdo na frente e por aí afora.

Com relação às almas, havia pessoas que eram destemidas, e conseguiam captar alguma coisa como uma espécie de contato. Pessoas assim, faziam a pergunda à “visão” “quem pode mais do que Deus”? A resposta tinha que ser “Ninguéém”,com uma voz fanhosa. Perguntava de novo “o que esta alma quer”? resposta “uma missa” ou algo do tipo. Isso eu ouvi de um senhor de nome José Epifânio, que morava próximo aos Sabinos e algumas vezes pedia que se rezasse um Terço na casa dele e minha mãe como “mestre de cerimômia” com alguns vizinhos iam lá rezar, depois ele oferecia um mungunzá. Segundo essas pessoas, depois de atendido o pedido, não mais se via visões naquele local e pairava a tranquilidade.

Havia um local, que prefirimos preservar o nome, em que havia um seringal dos dois lados, e que demorada uns 15 minutos para se cruzar, e à noite, portanto, era bem escuro, que algumas pessoas diziam ter medo de passar à noite depois das 22:00h, pois diziam ver ou ouvir “coisas”, alguns diziam que lá pela meia noite ouviam barulho de correntes sendo arrastadas e os cachorros atacavam aquele barulho. Isso eu não vi, mas ouvi dizer, como se diz.

Até que ponto estes fatos procediam, não se tem certeza, mas falava-se e povoava o imaginário coletivo, como muitos mitos e lendas ainda existentes atualmente, com um misto de fé e crendices.   

Com colaboração do Dorivaldo Sampaio.



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